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18 Outubro, 2018

A Vida Secreta dos Intestinos

A Vida Secreta dos intestinos

A Vida Secreta dos intestinos

Introdução à importância de olhar para os intestinos com mais atenção em função da relevância que tem na nossa vida.

A autora refere que na gestação se desenvolvem no organismo humano 3 grandes circuitos (traduzidos como mangueiras) dos quais dependemos; 1. Sistema vascular que tem no coração o seu órgão nuclear, 2. o sistema nervoso que liga naturalmente ao cérebro , 3. o tubo digestivo que nos "atravessa de cima abaixo"!

É o tubo digestivo que constitui o nosso "mundo interior" e tem uma enorme relevância na nossa vida. Todavia quando chegamos aos intestinos já no final dessa "mangueira", a maioria das pessoas não lhes dá a devida importância e só damos conta de que existem quando vamos à casa de banho.

Subestimamos os intestinos e até nos envergonhamos deles, por isso o livro ajuda a clarificar a verdadeira dimensão e importância dos intestinos que , segundo a autora, "é nos intestinos que pode efetivamente residir a nossa beleza interior.
O que acontece quando evacuamos…e porque é importante sabê-lo!

O que acontece quando evacuamos…e porque é importante sabê-lo!

Dois sistemas nervosos trabalham em conjunto de forma a eliminar os nossos resíduos da forma mais higiénica e discreta possível. O nosso corpo desenvolveu diversos mecanismos de obstrução. Quase toda a gente conhece o esfíncter interno, que conseguimos controlar, mas há um esfíncter interno, a poucos centímetros de distância, que não controlamos. Um e o outro esfíncter representam os interesses dos dois sistemas nervosos. O externo é controlado pela nossa consciência enquanto o interno tem pouco interesse na nossa opinião e só se preocupa com o nosso bem-estar interior. Temos flatulência? Felizmente é o esfíncter externo que controla, porque pelo interno, toda a gente soltaria mais…flatos!

Os dois esfíncteres têm que trabalhar em conjunto. Quando os resíduos chegam primeiro ao interno, este abre-se por reflexo. No entanto não envia tudo ao seu colega mas apenas alguma coisa para o testar. No espaço entre ambos existem bastantes células sensoriais, que analisam o produto expelido para ver se é sólido ou gasoso, para envio dessa informação ao cérebro. É nessa altura que o cérebro sugere a ida ao WC ou libertar um…flato. Enquanto o esfíncter externo não der ordem, nada ocorrerá mas o interno vai continuar a tentar.

Quando nos proibimos de ir ao WC, estamos a intimidar o esfíncter interno. Com isso podemos estar a contribuir para alterar a sua vocação. Ele e a musculatura quer o rodeia, são tantas vezes disciplinados pelo externo, que podem ser desencorajados que um arrefecimento dessa comunicação pode causar obstipação.

Resumo retirado da da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhe deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
Será que nos sentamos bem na retrete?

Será que nos sentamos bem na retrete?

É aconselhável questionar hábitos de vez em quando.

Um estudo conduzido pelo médico israelita Dov Sirikov, foi pedido a 28 indivíduos que evacuassem em 3 posições diferentes:
1- Retrete normal estilo trono
2- De cócoras numa retrete específica para o efeito
3- De cócoras ao ar livre

Os resultados não deixam margem para dúvidas. Fazer as necessidades de cócoras durava em média 50 segundos e os participantes reportaram uma sensação de completa descarga enquanto que a posição sentada durava em média 130 segundos.

Porquê este resultado? O nosso íleo não está concebido para que o orifício se abra completamente na posição sentado. Existe um músculo que na posição sentado aperta o intestino como um laço empurrando-o numa certa direção e formando uma dobra que se define por curva obstrutiva. É um efeito parecido com o que por vezes se vê nas mangueiras de jardim.

Portanto a posição natural para se ir ao WC é, desde os primórdios, de cócoras! Ficar sentado é uma novidade que só existe desde o Sec XVIII. Mas quem é que se atreve hoje a dizer que a posição de cócoras descontrai muito mais os músculos, fazendo assim com que as fezes saiam em linha reta?

As hemorróidas, doenças dos intestinos, diverticulite ou obstipação existem quase exclusivamente em países onde as pessoas, para evacuar, se sentam numa espécie de cadeira. A forma como vamos ao WC não é certamente a única causa de hemorróidas e divertículos. Ainda assim há que referir que 1200 milhões de pessoas neste mundo que fazem necessidades de cócoras quase não têm divertículos e apresentam consideravelmente menos casos de hemorróidas. Nós pressionamos os tecidos do ânus e depois recorremos ao médico para que solucione o problema. E porquê tudo isto? Porque estar sentado num trono é muito mais “elegante” que a posição ridícula de cócoras! Os médicos acreditam que fazer pressão quando se está no WC aumenta significativamente os riscos de varizes, AVC e obstipação.

Quer dizer que agora temos que descer do trono para estar agachados num buraco? A resposta é não. Uma vez sentados basta curvar ligeiramente a parte superior do corpo , colocar os pés em cima dum pequeno banco e …já está! Ficamos com o ângulo certo.

Resumo retirado da da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhe deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
O átrio do tubo digestivo

O átrio do tubo digestivo

É com a língua que encontramos o lugar secreto número um. Trata-se de quatro pequenos pontos, dois dos quais nos lados internos das bochechas, junto à fila de dentes superior, mesmo no meio. Os outros dois pontos estão situados debaixo da língua, à direita e a esquerdado freio lingual. E destes quatro pontinhos que sai a saliva. Por estes dois últimos pontos chegaríamos às grandes glândulas salivares onde se produz a maior parte da saliva, entre sete decilitros a um litro por dia.

Uma vez que os pontos de salivação permanente estão apontados para a parte de trás dos nossos incisivos inferiores, é aí que se acumula o tártaro com maior rapidez. A saliva contém substâncias ricas em cálcio, que na verdade tem só como missão endurecer o esmalte. No entanto se o dente é continuamente atingido pela saliva, o que é bom pode ser demais. As pequenas moléculas, que inocentemente circulam nas imediações ficam em pouco tempo simplesmente empedernidas. O problema não é o tártaro propriamente dito, mas sim o facto de ser tão áspero. As bactérias da cárie ou da periodontite fixam-se muito melhor em superfícies ásperas do que no esmalte dentário liso.

A saliva contém um analgésico muito mais forte que a morfina. É denominado opiorfina e só foi descoberto em 2006. A saliva não nos quer drogar, pelo que naturalmente só produzimos opiorfina em pequenas quantidades. Mas mesmo essas pequenas quantidades produzem o seu efeito tendo em conta a extrema sensibilidade da nossa boca. Nenhum outro lugar do corpo tem tantas terminações nervosas como a boca. Se o analgésico próprio da nossa saliva, a coisa poderia ser bem pior! É por libertarmos um carregamento adicional dessa substância, durante a mastigação que a dor de garganta diminui depois de comermos. Atualmente há estudos que demonstram que a opiorfina possui propriedades antidepressivas. Será por isso que algumas pessoas comem mais quando estão deprimidas?

Durante o sono, pouca ou nenhuma saliva produzimos o que é óptimo para quem se baba na almofada. Esta pouca salivação pode justificar algum mau há lito em algumas pessoas e uma via aberta para os micróbios da boca. Por este motivo lavar os dentes antes e depois de dormir é um bom hábito. Quem durante o dia também sofre de mau hálito, é porque talvez não conseguiu eliminar suficientes bactérias resmungonas.

O segundo lugar secreto é a raiz da língua. É um sítio repleto de cúpulas cor-de-rosa. A tarefa dessas cúpulas é examinar tudo o que engolimos, agarrando pequenas partículas de comida, bebida ou ar e arrastando-as para o seu interior. Lá dentro há um exército de células imunitárias, à espera de ser treinado com substâncias estranhas provenientes do mundo exterior. Toda esta área pertence ao tecido mais curioso do nosso corpo: o tecido imunitário. Na verdade toda a garganta é percorrida por um anel de tecido imunitário, conhecido por anel linfático de Waldeyer. Quem acha que já não tem amígdalas está completamente enganado porque todas as partes do anel de linfático de Waldeyer contam como amígdalas.

Até ao sétimo ano de vida, as amígdalas são ainda um importante centro de formação. A formação do nosso sistema imunitário não é apenas importante no combate contra constipações, também desempenham um papel relevante no que diz respeito ao nosso peso e à saúde do coração. As pessoas a quem as amígdalas foram retiradas antes dos sete anos de idade têm, por exemplo, risco de vir a ter excesso de peso. Os médicos ainda não sabem porque isso acontece, mas o certo é que a relação entre o peso e o sistema imunitário é cada vez mais tema de estudos.

Resumo retirado da da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhe deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
A estrutura do trato gastrointestinal

A estrutura do trato gastrointestinal

Há coisas que nos desiludem quando ficamos a conhecê-las um pouco melhor. Visto de longe, o tubo digestivo é uma coisa cómica. Para lá da nossa boca, um esófago de 2cm de largura desce pela garganta abaixo, contorna a extremidade do estômago, passando algures ao lado dele. O lado direito do estômago é muito mais pequeno do que o esquerdo, pelo que este se encurva, formando uma bolsa inclinada, em forma de meia-lua. Com os seus 7 metros de comprimento, o intestino delgado serpenteia desorientado, virando ora à esquerda ora à direita, até por fim desembocar no intestino grosso. É nessa zona que pende o aparentemente desnecessário ceco, que nada mais sabe fazer que inflamar-se. Além disso, o intestino grosso tem protuberâncias salientes, numa triste tentativa de imitar um colar de pérolas. Visto de longe, o tubo digestivo tem um aspeto desagradável, assimétrico e sem graça nenhuma. Deixemos por isso de olhar para as coisas à distância. Porque não há no nosso corpo outro órgão que se afigure mais fascinante à medida que o ampliamos. Quanto mais sabemos sobre os intestinos, mais encanto estes ganham. Comecemos portanto por olhar com mais atenção para alguns aspetos curiosos.

Resumo retirado da da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhe deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
Um esófago rendilhado

Um esófago rendilhado

A primeira coisa que nos chama a atenção é que o esófago não tem pontaria nenhuma. Em vez de tomar o caminho mais curto e dirigir-se diretamente ao centro do estomago, aproxima-se deste pelo lado direito. Uma jogada genial. Os cirurgiões chamam a isto qualquer coisa como conexão término-lateral. O desvio é pequeno mas vale a pena. A cada passo que damos, a pressão do abdómen duplica, já que contraímos os músculos abdominais. Quando rimos ou tossimos, a pressão aumenta muito mais. Uma vez que o abdómen pressiona o estômago a partir de baixo, seria péssimo se o esófago se acoplasse ao estômago precisamente na parte superior. È graças a isso que depois de uma refeição não arrotamos a cada passo que damos. E quando temos um ataque de riso, podemos dar graças a essa curva inteligente e respectivo mecanismo de bloqueio pelo facto de, só de vez em quando soltarmos um pum inadvertido. Tanto quanto se sabe, não há notícia de uma gargalhada acompanhada de vómitos. Um efeito secundário dessa entrada lateral é a bolha gástrica. Em todas as radiografias é possível ver na parte superior do estômago uma pequena bolha de ar. Ao subir, o ar não começa por procurar a saída lateral. É por isso que muitas pessoas precisam engolir primeiro um pouco de ar antes de conseguirem arrotar.

Também o aspeto rendilhado do esófago é mais bonito do que parece à primeira vista. Se olharmos com atenção, detetamos algumas fibras musculares em forma de espiral em torno do esófago. São elas as responsáveis pelos movimentos gorgolejantes. Se as esticarmos não se desfazem, voltando sim a contrair-se em espiral, como o fio do telefone. Temos o esófago ligado à coluna vertebral através de fibras. Quando nos sentamos muito direitos e viramos os olhos e a cabeça para cima, estamos a esticar o esófago. Isso faz com que se estreite, podendo fechar-se melhor para cima e para baixo. Após a uma refeição abundante, ficar assim direito é melhor do que todo curvado, no que ao combate à acidez diz respeito.

Resumo retirado da da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhe deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
Uma bolsa gástrica inclinada (estômago)

Uma bolsa gástrica inclinada (estômago)

O nosso estômago fica situado muito mais acima do que pensamos. Começa logo de baixo do mamilo esquerdo e termina no arco costal direito. Tudo o que doer abaixo dessa zona não é portanto o estômago. Quando as pessoas muitas vezes se queixam do estômago, na verdade padecem de problemas dos intestinos. O coração e os pulmões encontram-se repousados no estômago, pelo que se torna mais difícil inspirar fundo depois de ter comido bem. Um diagnóstico que muitas vezes os médicos de clinica geral não fazem é a síndroma de Romheld. No estômago acumula-se muito ar, que exerce pressão a partir de baixo sobre o coração e os nervos autonómicos. Quem disto sofre reage de diferentes formas podendo sentir tonturas e desconforto. Há quem chegue a sentir medo e falta de ar havendo mesmo quem sinta uma dor forte no peito como se dum ataque cardíaco se tratasse. Os médicos tratam frequentemente estes pacientes como se fossem pessoas com uma tendência exagerada para entrar em pânico, em que os sintomas são produto da sua imaginação. Mas o mais simples e correto seria perguntar se a pessoa já arrotou ou deus uns puns! A longo prazo deve-se evitar alimentos que provoquem gases, recompor a flora estomacal e intestinal e não ingerir grandes quantidades de álcool. O álcool pode multiplicar até mil vezes as bactérias que produzem esses gases. Há bactérias que usam o álcool como alimento (vê-se na fruta fermentada). Se tivermos esses diligentes produtores de gases no trato intestinal, a discoteca da noite anterior pode transformar-se na manhã seguinte num concerto de trompete! Falemos agora da curiosa forma que tem o estômago. Um dos seus lados é muito maior que o outro de modo que o órgão fica dobrado, todo torto. Isso faz cm que tenha grandes pregas lá dentro. No entanto o seu aspeto exterior disforme tem uma razão mais profunda. Quando bebemos um gole de água, esta pode escorrer diretamente do esófago para a parte direita e mais curta do estômago alcançando assim a entrada do intestino delgado. É assim que a nossa bolsa digestiva diferencia o que tem de ser esmiuçado daquilo que pode passar à vontade. Não se trata apenas duma simples forma inclinada mas sim de duas partes diferentes, com especialidades distintas. Uma tem mais queda para os líquidos e a outra para os sólidos. São, por assim dizer, dois estômagos num só.

Resumo retirado da da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhe deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
Um intestino delgado sinuoso

Um intestino delgado sinuoso

O intestino delgado está alojado no abdómen e completamente solto, pode ter entre 3 a 6 metros de comprimento. Muito poucas pessoas viram o próprio intestino delgado com os próprios olhos. Mesmo durante uma colonoscopia, a maior parte das vezes só se analisa o intestino grosso. Se tivéssemos oportunidade de ver, o que já se consegue com a tecnologia atual, através de pequenas camaras de vídeo que podem ser engolidas, vemos que o nosso intestino é um órgão lustroso como o veludo, húmido, cor-de-rosa e algo delicado. Poucos sabem que só o último metro do intestino delgado tem a ver com as fezes, sendo a extensão anterior surpreendentemente limpa e inodora, ocupando-se daquilo que ingerimos.

O que vemos em primeiro lugar são as dobras. Se não fossem elas, precisávamos dum intestino com o comprimento aproximado de 18 metros (!) para ter uma superfície digestiva suficiente. Em apenas 1 mm quadrado de pele intestinal erguem-se minúsculas vilosidades ao encontro do bolo alimentar. São tão pequenas que mal as conseguimos ver. Ao microscópia as pequenas vilosidades parecem grandes ondas de células.

O nosso sistema digestivo começa na boca e o bolo alimentar vai-se desfazendo até que atinge o intestino delgado, onde ocorrerá a derradeira decomposição. Logo no início há um pequeno buraco na parede que é a papila. Faz lembrar os pontos de saliva que temos na boca, mas é um ligeiramente maior. É através dessa abertura que são lançados os sucos gástricos sobre o bolo alimentar. Assim que ingerimos qualquer alimento, esses sucos são produzidos no fígado ou no pâncreas, sendo depois conduzidos á papila intestinal. Contêm enzimas digestivas e desengordurante tal como os detergentes à venda no supermercado, digerindo as “nódoas” e deixando que estas se dissipem na água. É exactamente este fenómeno que se passa no intestino delgado. Neste caso, opor comparação são dissolvidos enormes pedações de proteínas, gorduras e hidratos de carbono, de modo a poderem alcançar o sangue através da parede do intestino. Portanto um bocado de maçã transforma-se numa solução nutritiva composta por biliões de moléculas ricas em energia. Para as dissolver e absorver, cada uma dessas moléculas é necessária uma superfície verdadeiramente grande, porque também existem ‘amortecedores’ de segurança para quando apanhamos uma inflamação intestinal ou uma gastroenterite.

Em cada uma das vilosidades minúsculas do intestino, encontra-se um vaso sanguíneo que é alimentado pelas moléculas reabsorvidas. Todos os vasos sanguíneos correm juntos e atravessam o fígado, o qual verifica a nossa alimentação, controlando se há toxinas e substâncias nocivas. Todo o que for perigoso pode ser descartado no fígado antes de entrar no sistema circulatório. Se comemos demasiado é aqui que são criados os primeiros reservatórios de energia. É do fígado que o sangue nutritivo flui diretamente para o coração, sendo também bombeado para todas as células do corpo. Uma molécula de açúcar aterra por exemplo numa célula cutânea do mamilo direito. É absorvida e queimada com oxigénio. Neste processo é libertada energia de modo a manter a célula viva, sendo também produzidos, enquanto subprodutos, calor e pequenas quantidades de água. O mesmo se passa em conjunto com tantas pequenas células ao mesmo tempo, que faz com que a nossa temperatura esteja sempre os 36 e 37 graus centígrados.

O princípio elementar do nosso metabolismo energético é simples: para que uma maçã amadureça, a natureza consome energia. O Ser humano, por seu turno, mastiga a maçã queimando-a depois até ao nível molecular. A energia é daí libertada e é utilizada por nós para viver. Todos os órgãos do sistema digestivo podem fornecer combustível para as nossas células. Também os nossos pulmões não fazem outra coisa que absorver moléculas em cada respiração. Inspirar significa, por assim dizer, absorver alimentos em estado gasoso. Uma boa parte do peso do nosso corpo provém dos átomos inspirados e não apenas dum cachorro quente.

Depositamos portanto energia em todos os nossos órgãos, mas é só no intestino delgado que recebemos alguma coisa de volta. Isso faz com que comer seja uma atividade bastante gratificante. Após a dentada da última refeição não é de esperar de imediato uma resposta energética portanto qualquer impulso de energia. Na verdade, muitas pessoas começam por ficar cansadas. Por essa altura a comida ainda não chegou ao intestino delgado, estando ainda nos preparativos para a digestão. É verdade que já não temos fome porque o estômago se encontra dilatado pela comida, embora estejamos tão fracos como antes da refeição, sendo que para além disso precisamos ainda de reunir forças para misturar e triturar os alimentos. Nesse processo, uma grande quantidade de sangue flui pelos nossos órgãos digestivos. Há muitos cientistas que partem do princípio de que o nosso cérebro fica cansado devido a essa escassa circulação sanguínea.

Talvez o cansaço perturbe o nosso cérebro quando estamos a trabalhar, mas o intestino agradece, pois é quando estamos agradavelmente descontraídos que ele funciona com mais eficiência, já que dispõe de mais energia e o sangue não está cheio das hormonas do stresse. Para uma melhor digestão, portanto, é mais aconselhável ler um livro tranquilamente do que gerir uma empresa.

Resumo retirado da da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhe deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. Este texto é dedicado ao intestino delgado e está contido na ‘Estrutura do trato gastrointestinal’ no capitulo 1.> O objetivo é dar, de forma simples as informações essenciais ao entendimento do funcionamento do sitemas digestivo como um todo e da importância de cuidar dos intestinos. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, ajudamos com tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino grosso.
Um intestino grosso rechonchudo

Um intestino grosso rechonchudo

Porque é que temos um intestino grosso? Os alimentos já foram absorvidos, vilosidades também já não as há, e a flora intestinal já não deve estar muito interessada em restos indigestos. O intestino grosso não serpenteia dentro de nós, estando disposto como uma grossa moldura à volta do intestino delgado. Chamar-lhe ‘grosso’ não o ofende. A verdade é que precisa mesmo de mais espaço para desempenhar as suas funções.

O intestino grosso não se apressa com nada e digere tudo até ao fim. Entretanto o intestino delgado pode estar já a receber a segunda ou terceira refeição que isso não afeta o intestino grosso. Os restos duma refeição são processados pelo intestino grosso durante cerca de 16 horas, sendo neste processo absorvidas substâncias que, caso contrário, perderíamos no meio de toda a pressa. È apenas no intestino grosso que podem ser realmente reabsorvidos importantes minerais como o cálcio. E é mediante a esmeralda colaboração entre intestino grosso e flora intestinal que recebemos, além disso, uma dose adicional de ácidos gordos com alto valor energético, vitamina K, vitamina B12, tiamina (vitamina B1) e riboflavina (vitamina B2). Tudo isto é rico em energia e útil para bastantes coisas, como por exemplo para uma correta coagulação do sangue, para fortalecer os nervos e também como proteção contra enxaquecas. É também no último metro do intestino grosso que se equilibram com grande precisão as nossas reservas de água e sal. Não que alguém deva comprová-lo mas as nossas fezes têm sempre o mesmo teor de sal. É à conta desta meticulosa pesagem que é possível poupar um litro de líquido. Se tal não ocorresse teríamos que beber um litro de água a mais todos os dias.

Tal como no intestino delgado, tudo o que é reabsorvido pelo intestino grosso é levado para o fígado através do sangue, onde é reexaminado para depois ser devolvido ao grande sistema circulatório. Os últimos centímetros do tubo digestivo não conduzem porém os seus vasos sanguíneos através do fígado desintoxicante, mas sim diretamente para o grande sistema circulatório. Regra geral, nada mais aqui é absorvido, pelo simples facto de que esse trabalho já foi feito. Existe porém uma exceção: os supositórios. Os supositórios podem conter muito menos medicamento que os comprimidos e, porém, ter um efeito muito mais rápido. Muitas vezes, as doses de comprimidos e xaropes, têm de ser mais elevadas porque o fígado anula uma grande parte das substâncias ativas antes de chegarem ao local onde devem produzir efeito. Isto não é nada prático, pois é precisamente pelo efeito que têm que queremos tomar essas “substâncias tóxicas”. Quem não quiser sobrecarregar o fígado com medicamentos contra a febre e afins, os supositórios são uma boa solução, tanto melhor quando se trata de crianças e pessoas mais velhas.

Resumo retirado da da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhe deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. Este texto é dedicado ao intestino grosso e está contido na ‘Estrutura do trato gastrointestinal’ no capitulo 1.

O objetivo é dar, de forma simples as informações essenciais ao entendimento do funcionamento do sistema digestivo como um todo e da importância de cuidar dos intestinos. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, fazemos tratamentos de limpeza do intestino grosso vulgo hidrocolonterapia ou hidroterapia do colon, integrados com ozonoterapia, para aumentar a eficácia terapêutica.
Hidratos de carbono, gorduras e aminoácidos: o que realmente andamos a comer?

Hidratos de carbono, gorduras e aminoácidos: o que realmente andamos a comer?

A fase mais importante da nossa digestão ocorre no intestino delgado. É no intestino delgado que é decidido se toleramos a lactose, o que é um alimento saudável ou que tipo de comida provoca alergias. É nessa última etapa que as enzimas digestivas trabalham como minúsculas tesouras; vão esquartejando a comida até ela chegar ao mínimo denominador comum com as células do nosso corpo. O truque da natureza é que todas as coisas consistem nos mesmos materiais fundamentais: moléculas de açúcar, aminoácidos e gorduras. Todos os nossos alimentos provêm de seres vivos – pela definição científica, tanto pode ser uma macieira como uma vaca.

As moléculas de açúcar podem ligar-se em cadeias complexas. Nesse caso, já não têm o gosto doce e constituem os chamados hidratos de carbono, presentes em alimentos como pão, massa ou arroz. Quem digere uma fatia de pão recebe, após o trabalho de fragmentação realizado pelas enzimas, a mesma quantidade de moléculas de açúcar encontrada em duas colheres de açúcar branco. A única diferença está no facto de que o açúcar comum não necessita de um grande processamento por parte das enzimas, pois chega tão fragmentado ao intestino delgado que pode ser diretamente absorvido pelo sangue. Muito açúcar puro de uma só vez adoça o nosso sangue por um curto período de tempo.

O açúcar contido numa fatia de pão branco é digerido pelas enzimas com relativa rapidez. Já com o pão integral o processo é bem mais demorado. Ele consiste em cadeias muito complicadas, que têm de ser desmontadas pedaço por pedaço. Por isso, em vez de ser uma bomba de açúcar, o pão integral é um depósito benéfico dessa substância. Quando o açúcar não é absorvido com demasiada rapidez, torna-se um importante recurso natural. O nosso corpo gosta de doces, pois assim poupa trabalho, porque esse tipo de açúcar é de absorção mais rápida, tal como as proteínas quentes. Além disso o açúcar é convertido em energia de forma rápida. Este rápido fornecimentos de é recompensado pelo cérebro com boas sensações. Contudo, há uma armadilha: nunca na história da humanidade tivemos de lidar com uma oferta tão excessiva de açúcar. Portanto, do ponto de vista da técnica da evolução, o nosso corpo encontrou o esconderijo dos doces e devora inocentemente, antes de se afundar no sofá empanturrado em açúcar e com dores de barriga.

Embora saibamos que não faz bem comer muitos doces, não podemos recriminar os nossos instintos se eles aproveitam a ocasião com entusiasmo. Se ingerimos demasiado açúcar, simplesmente armazenamos para períodos mais difíceis. No fundo, é um procedimento prático. Por um lado, fazemos isso formando novas cadeias de açúcar muito longas e armazenando-o como glicogénio no fígado; por outro lado, transformando o açúcar em gordura e acumulando-o no tecido adiposo. O açúcar é a única substância que o nosso corpo consegue, com pouco gasto de energia, produzir gordura.

Depois de alguns instantes de corrida, as reservas de glicogénio são consumidas – precisamente no momento em que se pensa que estamos exaustos. Por isso, os nutricionistas aconselham que se pratique no mínimo 1 hora de atividade física quando se quer perder gordura. Só após a primeira diminuição do desempenho, as preciosas reservas são efetivamente extraídas. Talvez fiquemos irritados com o facto da gordura abdominal não vá logo embora – mas o nosso corpo não entende essa irritação; afinal, as células humanas adoram a gordura.

De todas os nutrientes, a gordura é a substância mais eficiente e valiosa. Os átomos são agrupados de maneira tão inteligente que a gordura – em comparação com os hidratos de carbono ou as proteínas – consegue reunir o dobro de energia por grama. Utilizamos para revestir os nervos, tal como os revestimentos dos cabos elétricos. Graças a esse revestimento, pensamos com mais rapidez. Algumas hormonas importantes no nosso corpo são feitos de gordura e cada uma das nossas células é envolvida numa membrana adiposa. Uma substância tão importante como essa é protegida e não dissipada logo na primeira e curta corrida. Se no futuro viermos a ser confrontados com mais uma vaga de fome – e foram muitos nos últimos milhões de anos –, cada grama de gordura abdominal torna-se um seguro de vida.

Também para o nosso intestino delgado, a gordura é algo muito especial. Como os outros nutrientes, não pode simplesmente sair do intestino e ser absorvida pelo sangue. A gordura não se dissolve na água, pelo que poderia obstruir os minúsculos vasos sanguíneos nas vilosidades do intestino delgado e boiar nas veias como azeite na água do esparguete. Por isso, a absorção da gordura ocorre de maneira diferente: através do sistema linfático. Cada vaso sanguíneo está acompanhado dum vaso linfático assim como toda a pequena veia no intestino delgado. Enquanto as veias são espessas e vermelhas e bombeiam heroicamente os nutrientes para nossos tecidos, os vasos linfáticos são finos, de esbranquiçados a transparentes. Recuperam no tecido, o fluido bombeado e transportam células imunitárias para assegurar que está tudo bem em todo o lado.

Os vasos linfáticos são muito frágeis porque não têm paredes musculosas como as dos vasos sanguíneos. Muitas vezes, trabalham apenas com a força da gravidade. É por isso que de manhã, acordamos com papos nos olhos. Na posição deitada, a gravidade não consegue fazer muita coisa, e, embora os pequenos vasos linfáticos do rosto fiquem abertos de bom grado, somente quando nos colocamos em pé é que o fluido que durante a noite foi transportado para esse local pode voltar a fluir para baixo. Da mesma forma, após uma longa caminhada, as nossas pernas não se enchem de líquido, pois, a cada passo, os músculos comprimem os vasos linfáticos, fazendo com que a água dos tecidos seja mandada para cima. Em todo o corpo, a linfa é subestimada excepto no intestino delgado onde faz a sua grande aparição! Todos os vasos linfáticos confluem para um vaso consideravelmente largo, onde podem reunir toda a gordura acumulada, sem o risco de obstrução.

Esse vaso traz um nome que soa quase imponente: ductus thoracicus ! É ele que nos ensina por que a gordura nobre é tão importante, e a gordura má, tão nociva. Logo após uma refeição rica em gordura, encontram-se no ductus tantas gotas minúsculas de gordura que o liquido deixa de ser transparente para adquirir um aspecto leitoso. Por esse motivo é também conhecido por canal lácteo. Tanto os homens como as mulheres o possuem. Quando a gordura se acumula no ductus, a gordura faz um arco no abdómen, atravessa o diafragma e vai direto para o coração. É no coração que é vertido o líquido acumulado das pernas, das pálpebras e do intestino. Portanto, seja o nobre azeite ou a gordura das batatas fritas, tudo é despejado diretamente no coração. Antes disso, não há nenhum desvio pelo fígado – como acontece com todas as outras coisas que digerimos.

A desintoxicação da gordura perigosa e nociva só ocorre depois do coração bombear tudo intensamente e que as gotas de gordura chegaram por acaso a um vaso sanguíneo do fígado. O fígado acumula muito sangue, razão pela qual é alta a probabilidade de que ocorra um encontro – mas antes o coração e os vasos sanguíneos ficam entregues, sem nenhuma proteção, ao que se pode adquirir no McDonald’s e afins.

Assim como a gordura má pode fazer mal, a boa pode ter efeitos maravilhosos. Quem gastar um pouco mais com um verdadeiro azeite extra-virgem, pode molhar o pão num bálsamo benéfico para o coração e para os vasos sanguíneos. Há muitos estudos sobre o azeite que indicam benefícios para arteriosclerose, o stresse celular, o Alzheimer e para doenças oculares como a degeneração macular. Além disso, é possível observar efeitos positivos em doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide, e na prevenção a determinados tipos de cancro. Especialmente emocionante para todos os que temem a gordura: o azeite tem o potencial de combater os indesejados pneuzinhos. Ele bloqueia uma enzima no tecido adiposo, a síntese de ácidos gordos, que produz gordura a partir de hidratos carbono excedentes.

Não somos os únicos a beneficiar do azeite; as nossas bactérias intestinais também gostam desse pequeno cuidado.

Contudo, verter alegremente o azeite numa frigideira não é uma boa ideia, pois o calor estraga muita coisa. Embora as bocas quentes do fogão deixem o bife e o ovo uma maravilha, não são boas para os ácidos gordos e oleicos, que podem ser quimicamente alterados. Para fritar, é melhor usar óleo alimentar ou gordura sólida. Embora contenham uma boa quantidade de ácidos gordos saturados e condenáveis, também são mais estáveis em altas temperaturas.

Os azeites nobres não apenas são sensíveis ao calor, como também apanham radicais livres no ar. Os radicais livres causam muitos danos ao nosso corpo. Na verdade, não gostam nem um pouco de ser livres, preferindo estar firmemente presos a qualquer coisa; vasos sanguíneos, pele do rosto ou células nervosas , causando rompimento dos vasos, envelhecimento da pele e doenças nervosas. Se quiserem se prender ao nosso azeite, tudo bem, mas, por favor, só ao nosso corpo, e não à nossa cozinha. Por isso, é importante fechar bem a garrafa depois de usá-la e guardá-la no frigorífico.

A gordura animal presente na carne, no leite ou nos ovos contém muito mais ácidos araquidónicos do que os óleos vegetais. A partir dos ácidos araquidónicos, o nosso corpo produz substâncias transmissoras excitatórias da dor. Em contrapartida, em óleos como o de colza, linhaça ou cânhamo, existem mais ácidos alfa-linolénicos anti-inflamatórios, sendo que no azeite encontra-se uma substância com efeito parecido, conhecida como oleocantal. Essas gorduras agem de modo semelhante ao ibuprofeno ou à aspirina, só que em doses muito menores. Portanto, não ajudam em caso de dor aguda de cabeça, mas um uso regular delas pode ajudar quando se tem uma doença inflamatória ou se sofre com frequência de dores de cabeça ou resultantes da menstruação. Às vezes, as dores atenuam quando se passa a consumir mais gordura vegetal do que gordura animal. No entanto, o azeite não é uma panaceia para a pele nem para os cabelos. Estudos dermatológicos chegaram a demonstrar que o azeite puro irrita levemente a pele e que, por causa dele, os cabelos costumam ficar tão oleosos que lavá-los em seguida acaba com o efeito do tratamento.

No corpo também pode haver excesso de gordura, que, quando em excesso, não importa se é gordura boa ou má, ultrapassa as nossas capacidades. É como passar creme demais no rosto. Os nutricionistas recomendam ingerir de 25% a 30% da necessidade diária de energia com gordura. Isso equivaleria, em média, a 55 até 66 gramas por dia – pessoas altas e que praticam desporto, podem consumir um pouco mais, enquanto as de constituição física menor e mais sedentárias, devem consumir menos. Um Big Mac contém quase a metade da necessidade diária de gordura – só resta saber que tipo de gordura. Uma sanduíche de frango com molho teriyaki, da Subway, chega-se a apenas dois gramas... Cabe ao consumidor escolher como obter os outros 53 gramas necessários.

Depois dos hidratos de carbono e da gordura, agora só falta a terceira e talvez mais desconhecida componente fundamental da nossa alimentação: os aminoácidos. É estranho imaginar, mas o tofu de sabor neutro ou a carne condimentada e salgada estão compostos de pequenos ácidos. Como no caso dos hidratos de carbono, estes componentes são agregados em cadeia. Por isso, têm um sabor diferente e acabam por ficar conhecidos por outro nome: proteínas. No intestino delgado, as enzimas digestivas desmontam a estrutura, e a parede do intestino apanha os fragmentos valiosos. Existem vinte desses aminoácidos e infinitas possibilidades de combiná-los com as mais diferentes proteínas. Entre muitas outras coisas, nós, humanos, construímos a partir disso nosso ADN, o nosso genoma, a cada nova célula que diariamente produzimos. Outros seres vivos fazem o mesmo, quer sejam plantas, quer sejam animais. Por isso, tudo que consegue comer na natureza contém proteína.

Contudo, seguir uma alimentação sem carne, sem que isso nos conduza a carências nutritivas, é mais difícil do que muitos imaginam. As plantas formam proteínas diferentes das dos animais e muitas vezes utilizam tão pouco um aminoácido que as suas proteínas são consideradas “incompletas”. Se quisermos construir as nossas próprias proteínas a partir dos seus aminoácidos, só avançaremos na cadeia até que se esgote o último aminoácido. Assim as proteínas incompletas acabam sendo destruídas e eliminamos os pequenos ácidos através da urina ou reciclamos de alguma forma. Ao feijão falta o aminoácido metionina ; ao arroz e ao trigo (e, com ele, ao seitan) falta a lisina ; ao milho chegam a faltar dois: a lisina e o triptofano! Mas este não é o triunfo dos amantes da carne sobre as pessoas que não a comem: vegetarianos e veganos só precisam fazer combinações mais inteligentes.

Embora o feijão não contenha metionina, tem uma enorme quantidade de lisina – uma tortilha de trigo com pasta de feijão e um belo recheio fornece todos os aminoácidos necessários para se produzirem as próprias proteínas. Quem come ovo e queijo também consegue equilibrar as proteínas incompletas. Em muitos países, há séculos que as pessoas fazem as suas refeições de maneira totalmente intuitiva, combinando da seguinte forma: arroz com feijão, massa com queijo, pão com humus ou tostas com manteiga de amendoim. Teoricamente, a combinação nem precisa ser feita numa mesma refeição; basta que ocorra ao longo do dia (muitas vezes, esse tipo de combinação é até uma inspiração bastante útil quando não se sabe o que cozinhar). Há também vegetais que contêm todos os aminoácidos importantes em quantidades suficientes: a soja, a quinoa, o amaranto, as algas spirulina, o trigo mourisco e as sementes de chia. Por isso, o tofu tem direito à sua fama de substituto da carne – mas com a limitação de que cada vez mais pessoas apresentam reações alérgicas quando o ingerem.

Resumo retirado da da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhe deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. Este texto é dedicado ao intestino grosso e está contido na ‘Estrutura do trato gastrointestinal’ no capitulo 1.

O objetivo é dar, de forma simples as informações essenciais ao entendimento do funcionamento do sistema digestivo como um todo e da importância de cuidar dos intestinos. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, fazemos tratamentos de limpeza do intestino grosso vulgo hidrocolonterapia ou hidroterapia do colon, integrados com ozonoterapia, para aumentar a eficácia terapêutica.
Alergias e intolerâncias

Alergias e intolerâncias

Uma das teorias para o surgimento das alergias é que estas têm início no processo de digestão no intestino delgado. Quando não conseguimos quebrar uma proteína em aminoácidos, podem restar minúsculos fragmentos, que normalmente acabam absorvidos pelo sangue. Porém, o poder inesperado está no que passa despercebido – nesse caso, a linfa. Encerradas numa gotícula de gordura, essas pequenas partículas poderiam chegar à linfa e nela ser apanhadas por atentas células imunocompetentes, que, por exemplo, ao encontrarem uma minúscula partícula de amendoim na corrente linfática, obviamente capturam o corpo estranho. Na próxima vez que o vêem, já estão mais bem preparadas e conseguem atacá-lo com mais intensidade – em determinado momento, basta colocar um amendoim na boca para as bem informadas células imunocompetentes sacarem da sua ‘artilharia pesada’. A consequência são reações alérgicas cada vez mais fortes, como o inchaço extremo do rosto e da língua. Esse tipo de explicação é adequado para as alergias, desencadeadas sobretudo por alimentos gordurosos e, ao mesmo tempo, ricos em proteínas, como o leite, ovos e, antes de todos, o amendoim. A razão pela qual quase não há ser humano que seja alérgico ao bacon é simples; somos feitos de carne e, em geral, somos capazes de digeri-la bem.

Resumo retirado da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhes deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
Doença celíaca e sensibilidade ao glúten

Doença celíaca e sensibilidade ao glúten

O desenvolvimento de alergias através do intestino delgado, pode ser desencadeado não apenas pela gordura. Alérgenos como o camarão, pólen ou glúten, não são bombas de gordura e as pessoas que comem alimentos ricos em gordura não apresentam, necessariamente, mais alergias do que as outras. Outra teoria para o surgimento de alergias é a de que a parede do intestino pode ser mais permeável por um curto período, permitindo que resquícios de alimentos cheguem ao tecido intestinal e ao sangue. Os cientistas ocupam-se desse processo sobretudo em relação ao glúten, uma mistura de proteínas a partir de tipos de cereais como o trigo. Não é que os cereais não gostem de ser comidos por nós. Na verdade, os vegetais querem reproduzir-se – aí chegamos nós para consumir os seus ‘descendentes’. Em vez de fazerem um escândalo, eles nem pensam duas vezes antes de intoxicar um pouco as suas sementes. A ingestão de alguns grãos de trigo não causa problema a nenhuma das partes. Assim, os seres humanos podem sobreviver e os vegetais também. Porém, quanto mais ameaçado se sente um vegetal, mais dessas substâncias liberta nas suas sementes. Desse modo, o trigo está em alerta porque as suas sementes têm um breve intervalo para crescer e multiplicar. Nos insectos, o glúten bloqueia uma importante enzima digestiva. Assim, se um gafanhoto atrevido beliscar demais a gramínea do trigo, poderá ficar com o estômago pesado; portanto, será melhor para ambos que ele encerre a refeição a tempo.

No intestino humano, o glúten pode vaguear pelas células sem ser totalmente digerido e, a partir disso, desfazer a ligação entre cada célula. Desse modo, as proteínas do trigo chegam a áreas às quais não deveriam chegar, o que, por sua vez, não agrada muito o sistema imunitário. Uma entre cem pessoas tem intolerância genética ao glúten (doença celíaca); e cada vez mais pessoas são claramente sensíveis ao glúten.

Na doença celíaca, o consumo de trigo pode desencadear inflamações severas, destruir as vilosidades intestinais ou enfraquecer o sistema nervoso. Porém, o complicado nessa doença é que ela pode ser mais ou menos pronunciada. Em inflamações menos intensas, muitas vezes não se percebe nada durante anos. De vez em quando, a pessoa sente dor abdominal ou, eventualmente, sofre de anemia, que só por acaso chama a atenção do clínico geral. Atualmente , a melhor terapia em caso de doença celíaca é renunciar ao trigo e a seus derivados. Quando há uma sensibilidade ao glúten, pode-se ingerir trigo sem sofrer grandes danos no intestino delgado, mas é recomendável não exagerar. Contudo, muitas pessoas só percebem uma melhoria depois de uma a duas semanas sem glúten. De repente, têm menos problemas digestivos ou gases, menos dor de cabeça ou nas articulações. Algumas pessoas conseguem se concentrar melhor ou sentem-se menos cansadas ou exaustas. A sensibilidade ao glúten só começou a ser pesquisada com mais profundidade há pouco tempo. Por enquanto, o diagnóstico pode ser resumido da seguinte forma: as dores melhoram com uma alimentação sem glúten, mesmo que os testes de doença celíaca dêem negativos. Embora as vilosidades intestinais não inflamem nem se danifiquem, possivelmente o sistema imunológico é afetado pela ingestão de muitos pãezinhos.

A permeabilidade do intestino também pode aumentar apenas por pouco tempo, por exemplo após a ingestão de antibióticos, através do consumo elevado de álcool ou devido ao stresse. Quem reage com sensibilidade ao glúten, por essas razões, pode até manifestar indícios de uma verdadeira intolerância.

Nesse caso, é recomendável renunciar ao glúten por um tempo. Importantes para o diagnóstico final são um exame aprofundado e a comprovação de determinadas moléculas nos glóbulos sanguíneos. Além dos grupos sanguíneos A, B, AB e O, mais conhecidos, há muitas outras propriedades, como os chamados alelos DQ. Quem não pertence aos grupos DQ2 ou DQ8 muito provavelmente não tem a doença celíaca.

Resumo retirado da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhes deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
Intolerância à lactose

Intolerância à lactose

A intolerância à lactose, não é alergia ou incompatibilidade. A lactose é um componente do leite e consiste em duas moléculas de açúcar quimicamente interligadas – a enzima digestiva que separa ambas não vem das papilas sendo gerada no intestino delgado pelas suas minúsculas vilosidades. A lactose é dividida ao tocar a parede do intestino e cada molécula de açúcar é absorvida. Na falta da enzima podem surgir dificuldades semelhantes às verificadas no caso da intolerância ou sensibilidade ao glúten: dores abdominais, diarreia ou gases. No entanto, contrariamente à doença celíaca, as partículas não digeridas de lactose não vagueiam pela parede do intestino. Simplesmente passam do intestino delgado para o grosso, onde alimentam bactérias produtoras de gases. A flatulência e outros incómodos são, por assim dizer, a forma que micróbios superalimentados, como se estivessem no paraíso, encontram para expressar seu agradecimento. Embora isso seja muito desagradável, a intolerância à lactose não é, nem de longe, tão nociva quanto uma doença celíaca desconhecida.

Toda a gente possui genes para a digestão da lactose. São raros os casos em que esses genes apresentam problemas desde o nascimento e os bebés não conseguem beber o leite materno sem sofrer fortes diarreias. Em 75% de todos os seres humanos, esses genes deixam de funcionar com a idade. Afinal, deixamos de mamar no peito ou em biberão. Se exceptuarmos Europa Ocidental, Austrália e Estados Unidos, é muito raro um adulto consumir leite. No mundo ocidental já se acumulam nos supermercados produtos sem lactose, pois, segundo as estimativas atuais, um em cada cinco cidadãos tem intolerância à lactose. Quanto mais velho, maior é a probabilidade de não conseguir quebrar o açúcar do leite – muitas vezes, porém, nem passa pela cabeça de alguém com 60 anos que a barriga inchada ou a leve diarreia vem do habitual copo de leite. Mas é um erro pensar que nessa idade já não se pode consumir leite. Na maioria dos casos, ainda há no intestino enzimas que quebram a lactose, embora a sua atividade seja um pouco menor. Digamos que essa redução é de 10% a 15% em relação ao que conseguiam fazer antes.

Resumo retirado da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhes deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
Intolerância à frutose

Intolerância à frutose

A intolerância à frutose pode ser forte e congénita e as pessoas afetadas reagem com problemas digestivos a quantidades reduzidas. Grande parte das pessoas apresenta algum problema quando com excesso de frutose. A maioria sabe pouco a respeito e, nas compras, a expressão “com frutose” soa mais saudável do que “com açúcar”. Por isso, os fabricantes de doces preferem adoçar os seus produtos com frutose pura, contribuindo assim para que os alimentos contenham mais frutose do que nunca. Para muitos, uma maçã por dia não seria problema – isso se o ketchup da batata frita, o iogurte de frutas adoçado e o cozido enlatado também já não contivessem essa substância. Alguns tomates são cultivados de modo que contenham bastante frutose. Além disso, temos hoje uma oferta de frutas que sem a globalização não poderia existir em lugar nenhum. Abacaxis de regiões tropicais dividem espaço com morangos frescos das estufas e alguns figos secos. Portanto, o que classificamos como intolerância alimentar talvez seja apenas a reação de um corpo totalmente normal que, no período de uma geração, precisa adaptar-se a uma alimentação que não teve milhões de anos antes.

O mecanismo que se esconde por trás da intolerância à frutose é diferente daquele relacionado ao glúten ou à lactose. Pessoas com intolerância congénita têm poucas enzimas para processar a frutose dentro das células. Desse modo, a frutose pode-se acumular aos poucos dentro das células e dificultar outros processos. Se a intolerância só aparece mais tarde na vida, supõe-se que o problema esteja na absorção da frutose no intestino. Nesse caso, muitas vezes há poucos canais de transporte na parede intestinal. Quando se ingere uma pequena quantidade de frutose – por exemplo, uma pera – os canais de transporte ficam sobrecarregados, e o açúcar da pera vagueia, como no caso da intolerância à lactose, até a flora intestinal no intestino grosso. Atualmente alguns pesquisadores discutem se o número mais escasso de transportadores é realmente a origem do problema, pois pessoas sem esse distúrbio também enviam parte da frutose não digerida ao intestino grosso (sobretudo quando a quantidade é grande). Pode acontecer, por exemplo, se a flora intestinal tiver uma composição inadequada. Nesse caso, quem come uma pera envia a frutose restante para uma equipa de bactérias intestinais que causa dores bastante desagradáveis. Obviamente, essas dores aumentam quanto mais ketchup, cozido enlatado ou iogurte de frutas já se tiver consumido antes.

Uma intolerância a frutose nesse grau pode acabar com o nosso humor. De facto, o açúcar contribui para que muitos outros nutrientes sejam absorvidos pelo sangue. Por exemplo, o aminoácido triptufano une-se de bom grado à frutose durante a digestão. Porém, quando temos tanta frutose no abdómen que boa parte dela não pode ser absorvida, também perdemos o triptufano. Este, por sua vez, é necessário para a produção de serotonina , sinal químico conhecido como hormona da felicidade, pois a falta dela pode levar à depressão. Desse modo, uma intolerância à frutose que permanece muito tempo sem ser descoberta também pode causar estados de ânimo depressivos. O conhecimento desse facto só passou a ser adotado muito recentemente nos consultórios médicos.

Portanto, há que perguntar se uma alimentação com excesso de frutose também prejudica o humor. A partir de 50g de frutose por dia (o equivalente a 5 peras ou 8 bananas ou ainda cerca de 6 maçãs), os transportadores naturais de mais da metade das pessoas ficam sobrecarregados. Comer a mais pode implicar consequências como diarreia, dor abdominal, gases e, a longo prazo, também estado de ânimo depressivo. Atualmente nos Estados Unidos o consumo de frutose já chegou a 80g. Usando mel para adoçar o chá, poucos produtos industrializados e mantendo um consumo normal de frutas, os nossos pais consumiam 16 a 24g por dia.

A serotonina é responsável não apenas pelo bom humor, mas também por uma sensação de saciedade. Ataques de fome e vontade constante de petiscar podem ser um efeito colateral da intolerância à frutose, sobretudo quando, adicionalmente, surgirem outros distúrbios, como dor abdominal. Uma dica interessante também vale para quem costuma comer salada para fazer dieta. Muitos molhos prontos, vendidos nos supermercados ou em fast food, contêm xarope de frutose e glicose. Vários estudos comprovaram que esse xarope reprime determinados sinais químicos para a saciedade (leptina ) também em pessoas sem intolerância à frutose. Uma salada com as mesmas calorias, temperada com azeite e vinagre ou molho de iogurte feito em casa, mantém a saciedade por mais tempo.

Problemas digestivos dividem a nossa sociedade em dois grupos: o que se preocupa com a própria saúde e cuida muito bem da alimentação e o de pessoas que se irritam porque mal conseguem preparar um jantar para os amigos sem fazer compras na farmácia. Ambos os lados têm razão. Muitas pessoas tornam-se extremamente cuidadosas quando ficam a saber pelo médico que sofrem de alguma intolerância alimentar e percebem que os distúrbios melhoram quando deixam de consumir alguma coisa. Param de comer frutas, cereais ou lacticínios como se estes contivessem veneno. Só que, na verdade, a maior parte dessas pessoas apresenta sensibilidade a muitos desses alimentos e não é totalmente intolerante por razões genéticas. Essas pessoas costumam ter enzimas suficientes para um pouco de molho de natas e podem-se permitir a um pedaço de pretzel ou uma fruta de sobremesa de vez em quando.

De qualquer modo, deve-se prestar atenção na sensibilidade em si. Nem toda a inovação na nossa cultura alimentar tem, necessariamente, de descer goela abaixo. Trigo no pequeno-almoço, no almoço e no jantar, frutose em todos os produtos industrializados, sem exceção, ou leite por muito tempo após o período de amamentação, não é de admirar se o corpo não goste disso. Dores abdominais constantes não surgem do nada, tampouco diarreias recorrentes ou fadiga intensa, e ninguém deve aceitar isso como normal. Mesmo que o médico exclua que a causa seja doença celíaca ou uma forte intolerância à frutose, quem perceber que se sente melhor ao deixar de comer alguma coisa estará certo em continuar a não comê-la. Além dos excessos em geral, tratamentos à base de antibióticos, stresse ou infecções gastro intestinais são gatilhos típicos para que, durante um período, se reaja com sensibilidade a alguns alimentos. Porém, tão logo retorne a tranquilidade saudável é possível colocar o intestino novamente em ordem. Nesse caso, a solução não é uma renúncia para toda a vida mas sim poder voltar a comer algo que por um período não se tolerou – só que em quantidades que se consiga tolerar.

Resumo retirado da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhes deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
Um pequeno apontamento sobre as fezes - composição, cor, consistência

Um pequeno apontamento sobre as fezes - composição, cor, consistência

Muitas pessoas consideram que as fezes são genericamente aquilo que comemos. Não é verdade já que ¾ são essencialmente água. Perdemos diariamente cerca de 100 ml de líquidos, sendo que durante a digestão o intestino re-absorve cerca de 8 a 9 litros. Portanto aquilo que vemos quando olhamos para a sanita é eficiência total!. O conteúdo de liquido aí contigo é o ideal. É por causa desse teor de água que as fezes se apresentam suficientemente moles para expelir em segurança os resíduos. 1/3 da parte sólida são bactérias que serviram na flora intestinal. Outro 1/3 são fibras de vegetais não digeridas. Quanto mais vegetais ou fruta comemos maior é o volume das fezes. Isso pode fazer com que um peso médio de 100 a 200g possa atingir os 500g diários. O último 1/3 é uma manta de retalhos constituída por substâncias que o corpo deseja expelir, como por exemplo restos de medicamentos, corantes ou colesterol.

COR

A cor natural das fezes está entre o castanho e o castanho amarelado. O mesmo se passa com a nossa urina que tende sempre para o amarelo. Isso tem a ver com algo muito importante que produzimos diariamente; o sangue! São produzidas 2,4 milhões de células sanguíneas por segundo. A maior parte chega aos intestinos através do fígado, onde as bactérias dão uma coloração castanha.

Mas se as fezes são castanho-claro pode ser resultado da Síndrome de Gilbert, ou seja, uma enzima de decomposição trabalha apenas 30% da sua capacidade. Isso faz com que menos coloração chegue aos intestinos. Atinge cerca de 8% da população mas não é assim tão mau pois a falta desta enzima não causa quaisquer problemas. A única atenção é para a toma de paracetamol que nestes casos não é lá muito recomendado.

Fezes entre o castanho-claro e cinzento pode ser reflexo de não chegar hemoglobina às fezes derivado dum aperto ou dobragem entre o fígado e o intestino (na maior parte dos casos depois da vesicula biliar). Nunca é bom ter passagens torcidas, portanto tons de conzento melhor visitar o médico.

Fezes pretas ou vermelhas; o sangue coagulado é preto e o sangue fresco é vermelho. Significa que estão presentes glóbulos. Vermelho-claro não oferece qualquer dúvida estamos perante hemorróidas. Tudo p que for mais escuro deve ser visto pelo médico.

CONSISTÊNCIA

A escala de Bristol mostra 7 consistências diferentes; uma digestão saudável, em que no final as fezes têm um teor de água ideal, dá origem aos tipos 3 e 4.



Um pequeno apontamento sobre as fezes - composição, cor, consistência Verificar a que tipo pertencem as nossas fezes pode indicar a que velocidade os componentes nutricionais são transportados ao intestino. Os de tipo 1 sugerem que os resíduos demoram 100 horas (obstipação) enquanto que os de tipo 7 indica uma duração de 10 horas (diarreia). O Tipo 4 é tidos como mais conveniente pois possui a proporção ideal de água e matéria sólida. Quem olhar para a sanita e encontrar dos tipos 3 e 4 e perceber que não se afundam duma só vez, isso pode indicar que ainda têm demasiada comida ainda por digerir devidamente.

Resumo retirado da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhes deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.
O Sistema Nervoso do Intestino

O Sistema Nervoso do Intestino

Há locais em que o inconsciente está muito próximo do consciente. Estamos sentados na sala, a almoçar. Não percebemos que a alguns metros de distância, no apartamento do lado, há outra pessoa sentada a comer alguma coisa. Talvez até ouçamos de vez em quando um rangido estranho no chão, que nos faz pensar além das nossas paredes. Também no nosso corpo há áreas em relação às quais não percebemos nada. Não sentimos o que nossos órgãos fazem o dia inteiro. Comemos um pedaço de torta: na boca ainda sentimos o gosto e percebemos os primeiros centímetros de deglutição, mas então pluft!, a nossa comida vai embora. A partir daí, tudo desaparece numa área que na terminologia médica é chamada de “musculatura lisa”.



A musculatura lisa não é controlada pela consciência. Ao microscópio, não parece a musculatura que somos capazes de controlar, como o bíceps. Conseguimos tencionar e soltar o músculo do bíceps no braço quando quisermos. Nos músculos controláveis, as menores fibras são estruturadas de maneira muito ordenada, como se tivessem sido desenhadas com uma régua e esquadro.

As subunidades da musculatura lisa produzem redes tecidas organicamente e movimentam-se em ondas harmónicas. Os nossos vasos sanguíneos também são revestidos pela musculatura lisa; por isso, muitas pessoas coram quando ficam em situação de embaraço. A musculatura lisa descontrai-se com emoções como a vergonha. Desse modo, as pequenas veias do rosto expandem-se. Em muitas pessoas, a capa de músculo contrai sob stress, reduzindo os vasos e fazendo com que o sangue os comprima, o que pode levar à pressão alta.

O intestino é envolvido por três capas de musculatura lisa. Desse modo, pode movimentar-se com inconcebível flexibilidade e fazer diferentes coreografias em diferentes pontos. O coreógrafo desses músculos é o sistema nervoso próprio do intestino, que controla todos os procedimentos no canal digestivo e é extremamente independente. Ainda que a sua conexão com o cérebro fosse cortada, tudo continuaria a avançar com disposição e realizando a digestão. Um fenómeno como esse não existe em nenhuma outra parte do corpo. As pernas ficariam imóveis, e os pulmões já não seriam capazes de respirar. É pena que não percebamos conscientemente o trabalho dessas obstinadas fibras nervosas. Um arroto ou um peido podem até ter graça, mas o movimento por trás deles parece tão delicado como de uma bailarina.

Resumo retirado da obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia Enders, adaptado por Centro de Ozonoterapia, para um melhor entendimento sobre o funcionamento do aparelho digestivo, em particular dos intestinos, e a importância que lhes deve ser dada, para melhorar a nossa saúde e por consequência a nossa qualidade de vida. No Centro de Ozonoterapia, em Lisboa, realizamos tratamentos integrados de hidrocolonterapia (hidroterapia do colon), com ozonoterapia, para limpeza do intestino.